terça-feira, 6 de abril de 2010

Lima Barreto - As Enchentes

Lima Barreto - As Enchentes

As chuvaradas de verão, quase todos os anos, causam no nosso Rio de Janeiro, inundações desastrosas.

Além da suspensão total do tráfego, com uma prejudicial interrupção das comunicações entre os vários pontos da cidade, essas inundações causam desastres pessoais lamentáveis, muitas perdas de haveres e destruição de imóveis.

De há muito que a nossa engenharia municipal se devia ter compenetrado do dever de evitar tais acidentes urbanos.

Uma arte tão ousada e quase tão perfeita, como é a engenharia, não deve julgar irresolvível tão simples problema.

O Rio de Janeiro, da avenida, dos squares, dos freios elétricos, não pode estar à mercê de chuvaradas, mais ou menos violentas, para viver a sua vida intagral.

Como está acontecendo atualmente, ele é função da chuva. Uma vergonha!

Não sei nada de engenharia, mas, pelo que me dizem os entendidos, o problema não é tão difícil de resolver como parece fazerem constar os engenheiros municipais, procrastinando a solução da questão.

O Prefeito Passos, que tanto se interessou pelo embelezamento da cidade, descurou completamente de solucionar esse defeito do nosso Rio.

Cidade cercada de montanhas e entre montanhas, que recebe violentamente grandes precipitações atmosféricas, o seu principal defeito a vencer era esse acidente das inundações.

Infelizmente, porém, nos preocupamos muito com os aspectos externos, com as fachadas, e não com o que há de essencial nos problemas da nossa vida urbana, econômica, financeira e social.

Vida urbana, 19-1-1915

terça-feira, 9 de março de 2010

,,,E as moscas são as mesmas

Em 1995, Herbert Vianna, diante de mais uma entre tantas crises que assolava o páis, escreveu a música que irei subscrever. O que mais me entristece é que 15 anos se passaram e nada mudou.

"Luís Inácio (300 picaretas)

Luís Inácio falou, Luís Inácio avisou
São trezentos picaretas com anel de doutor
Luís Inácio falou, Luís Inácio avisou
Luís Inácio falou, Luís Inácio avisou
São trezentos picaretas com anel de doutor
Luís Inácio falou, Luís Inácio avisou

Eles ficaram ofendidos com a afirmação
Que reflete na verdade o sentimento da nação
É lobby, é conchavo, é propina e jeton
Variações do mesmo tema sem sair do tom
Brasília é uma ilha, eu falo porque eu sei
Uma cidade que fabrica sua própria lei
Aonde se vive mais ou menos como na Disneylândia
Se essa palhaçada fosse na Cinelândia
Ia juntar muita gente pra pegar na saída

Pra fazer justiça uma vez na vida
Eu me vali deste discurso panfletário
Mas a minha burrice faz aniversário
Ao permitir que num país como o Brasil
Ainda se obrigue a votar por qualquer trocado
Por um par se sapatos, um saco de farinha
A nossa imensa massa de iletrados
Parabéns, coronéis, vocês venceram outra vez
O congresso continua a serviço de vocês
Papai, quando eu crescer, eu quero ser anão
Pra roubar, renunciar, voltar na próxima eleição
Se eu fosse dizer nomes, a canção era pequena
João Alves, Genebaldo, Humberto Lucena
De exemplo em exemplo aprendemos a lição
Ladrão que ajuda ladrão ainda recebe concessão
De rádio FM e de televisão
Rádio FM e televisão

Luís Inácio falou, Luís Inácio avisou
São trezentos picaretas com anel de doutor
Luís Inácio falou, Luís Inácio avisou
São trezentos picaretas com anel de doutor
Luís Inácio falou, Luís Inácio avisou
São trezentos picaretas com anel de doutor
Luís Inácio falou, Luís Inácio avisou
São trezentos picaretas com anel de doutor

Eles ficaram ofendidos com a afirmação
Que reflete na verdade o sentimento da nação
É lobby, é conchavo, é propina e jeton
Variações do mesmo tema sem sair do tom
Brasília é uma ilha, eu falo porque eu sei
Uma cidade que fabrica sua própria lei
Aonde se vive mais ou menos como na Disneylândia
Se essa palhaçada fosse na Cinelândia
Ia juntar muita gente pra pegar na saída

Pra fazer justiça uma vez na vida
Eu me vali deste discurso panfletário
Mas a minha burrice faz aniversário
Ao permitir que num país como o Brasil
Ainda se obrigue a votar por qualquer trocado
Por um par se sapatos, um saco de farinha
A nossa imensa massa de iletrados
Parabéns, coronéis, vocês venceram outra vez
O congresso continua a serviço de vocês
Papai, quando eu crescer, eu quero ser anão
Pra roubar, renunciar, voltar na próxima eleição
Se eu fosse dizer nomes, a canção era pequena
João Alves, Genebaldo, Humberto Lucena
De exemplo em exemplo aprendemos a lição
Ladrão que ajuda ladrão ainda recebe concessão
De rádio FM e de televisão
Rádio FM e televisão
Luís Inácio falou, Luís Inácio avisou"

domingo, 7 de março de 2010

Copa do Mundo 2010

Em alguns meses, começará o evento esportivo mais esperado do mundo: A Copa do Mundo. O que será que vai acontecer? Como serão os jogos? Quem irá ganhar? Aguardarei ansiosamente.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Duas Visões sobre o Passado

“The past is a gaping hole, you try to run from it, but the more you run, the deeper it grows behind you, its edges yawning at your heels. Your only chance is to turn around and face it. But it's like looking down into the grave of your love, or kissing the mouth of a gun, a bullet trembling in its dark nest, ready to blow your head off.

There are no choices. Nothing but a straight line. The illusion comes afterwards, when you ask 'Why me?' and 'What if?'. When you look back and see the branches, like a pruned bonsai tree, or forked lightning. If you had done something differently, it wouldn't be you, it would be someone else looking back, asking a different set of questions.” (Max Payne)

“Mamma said you gotta' put the past behind you before you can move on.” (Forrest Gump)

Eis duas frases (ou pensamentos) que sintetizam duas concepções filosóficas completamente diferentes acerca do passado. A primeira é do jogo de computador Max Payne 2: The fall of Max Payne e a segunda é o premiado filme Forrest Gump.

As concepções mostram com bastante argúcia o temperamento de seus prolatores: Max Payne é um homem amargurado que enfrenta constantemente os problemas de seu passado, notadamente os assassinatos de sua esposa e de sua filha, para ele, o passado é algo do qual ele não consegue se desvencilhar, e ele pensa que a única chance de lidar com o passado é o encarando de frente, conforme ele várias vezes fala no game. Uma curiosidade quanto a isso é que ele mesmo não consegue lidar com passado, visto que em ambos os jogos da série, ele sofre de pesadelos (no primeiro, estes são “jogados”; no segundo, ele comenta dos vários pesadelos que tem com a esposa, não obstante os pesadelos que são “jogados” e não tem a ver, diretamente, com a morte de sua esposa) onde o passado volta a sua mente e atormenta a sua vida. Sua visão denota uma concepção depressiva da vida, onde é sempre doloroso esse exercício (de olhar para o passado), o que não é de se espantar visto os graves traumas que ele sofreu. Para ele, o passado traz sempre uma mensagem ruim.

Já a de Forrest Gump, nos mostra que para se viver bem deve se esquecer o passado, não guardar mágoas e seguir em frente, pois a só assim ele conseguirá viver. Forrest é um indivíduo que deixa a vida seguir, não obstante ter sempre sido considerado um “idiota” (“stupid”) e muitas vezes ter sido maltratado pelas pessoas, e também pelo fato de ele mesmo nunca ter dado muita relevância aos acontecimentos notórios que ocorriam com ele (notadamente, ter conhecido 3 presidentes, ter sido um herói de guerra, ter conhecido John Lennon, ter sido campeão de ping-pong e ser multimilionário), ele sempre lidava com estes acontecimentos com bastante humildade e dava sempre valor somente às verdadeiras amizades (como Bubba e o Tenente Dan Taylor), à sua mãe e principalmente a Jenny, o amor de sua vida, (esta que sempre o abandonou e que só passou a ficar com ele quando soube que tinha uma doença incurável para ter os seus cuidados), como é marcante na grande corrida que Forrest executou através dos EUA, onde ele mesmo dizia que só pensava nas pessoas ora referidas. Para Forrest, o passado não importava, ele só tinha que seguir em frente (o que pode parecer paradoxal visto que o filme sempre se refere a acontecimentos passados, mas, no entanto, não é; estes acontecimentos ocorriam e Forrest não dava muita importância, talvez pelo seu jeito peculiar de encarar as coisas, talvez pela sua lentidão de raciocínio...) e viver.

Forrest apesar de sempre ter sofrido graves problemas de aceitação em relação à comunidade que vivia, acabava por cativar as pessoas que tinham mais contato com ele, pois apesar de suas limitações, ele sempre conseguia seguir em frente com a sua vida (e não se gabava por isso; talvez esta seja a grande lição do filme). Então, talvez o Detetive Payne tenha que aprender um pouco com Forrest sobre como não deixar o passado ser o guia de seus passos, assim ele poderia viver melhor.



segunda-feira, 28 de julho de 2008

Uma breve crítica ao bacharelismo

"Foram os primeiros legisladores que deram à carta esse prestígio extraterrestre.
Naturalmente, teriam escrito nos seus códigos: tudo o que há no mundo é propriedade do doutor, e se de alguma coisa os homens gozam, devem-no à generosidade do doutor. Era uma outra casta, para a qual eu entraria, e desde que penetrasse nela, seria de osso, sangue e carne diferente dos outros – tudo isso de uma qualidade transcendente, fora das leis gerais do Universo e acima das fatalidades da vida comum." (BARRETO, Lima. Recordações do Escrivão Isaías Caminha, pp 9-10).

Estava hoje enquanto esperava numa fila lendo o livro “Recordações do Escrivão Isaías Caminha” do Lima Barreto (autor que gosto muito, não obstante ter lido apenas “O Triste Fim de Policarpo Quaresma” dentre as suas obras), e eis que passo pela passagem que relatei no começo desta postagem. Isto ocorreu quando o jovem Isaías, estava tratando de sua viagem ao Rio de Janeiro com o Coronel de sua cidadezinha, e pensando em como seria bom ser doutor.
Pensei...Refleti...
Esse era um entre tantos trechos de livros escritos no começo do século passado que ainda se mostram atuais, apesar do passar dos anos. É incrível como esse fenômeno, doravante chamaremos de bacharelismo, este fenômeno que nada mais do que a hiper-valorização do diploma universitário. Ele é notório com a explosão de faculdades particulares, onde é possível ter uma formação de ensino superior em pouco tempo e sem dar muitos passos do portão de casa. Daí, refleti mais uma vez e pensei: “Por que isto acontece? Qual o condão que o diploma universitário possui que faz, na prática, o seu portador ser melhor que aquele que não o possui?”. Esta resposta é algo difícil de se obter.
Esta valorização do certificado de conclusão da universidade faz com que funções que antes eram executadas com perfeição por aqueles que não tiveram esta formação acadêmica, sejam consideradas assaz complexas, a ponto de só serem capacitados a executá-la aqueles com alguma formação acadêmica. É o que se chama hoje de qualificação.
Eu seria estúpido se pregasse o abandono da Universidade e o retorno à ignorância, contudo, prego que se exija “bacharelados” naquelas funções que se demonstrem com a complexidade concernente a isto, ex: Advogados, Médicos, Engenheiros, etc, estas funções possuem a necessidade sine qua non de formações acadêmicas. Contudo, há o panorama de formação de graduações esdrúxulas como Secretariado Executivo ou de Gestão em RH, que são instituídas com o argumento de “atender as novas necessidades do mercado”, contudo qual é a real necessidade de uma secretária ser graduada nisto, pois que fosse graduada em Direito se trabalhasse em um escritório de advocacia, ou em Contabilidade se trabalhasse em um escritório deste tipo; o conhecimento universitário, neste caso, pode ser útil para a execução do trabalho. A minha proposta é que haja a exigência de escolaridade quando ela for útil, na prática, para a execução do serviço; onde haja a Universidade tenha efetivamente contribuído para a otimização do trabalho. Fazer a graduação só para ser graduado, eu não vejo como válido, vejo como algo esdrúxulo e supérfluo. E isto faz com que se reduza, cada vez mais, o espaço para aqueles que conquistaram conhecimentos na prática, e que tiveram como Universidade a escola da vida, o que será da senhora de 50 anos que sempre foi secretária e não se formou nisto, no caso desta perder o emprego? Por que a ausência de um simples diploma a tiraria de um emprego, quando ela já sabe tudo que precisa saber para executar a função com perfeição?

Saudações.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Considerações sobre a teoria ética de Kant e sua relação com a felicidade*

Kant, em sua Fundamentação da Metafísica dos Costumes, nos expõe que não se pode conceber o mundo sem uma coisa: a boa vontade. Para ele, a boa vontade é a única coisa realmente boa, o único comportamento moral.

Daí, “parecendo constituir a boa vontade a condição indispensável do fato mesmo de sermos dignos de felicidade”[1]. Esta boa vontade, contudo não apresenta nenhum valor intrínseco comum, ela não é boa, pelo que promove ou realiza, ou pela aptidão a realizar qualquer finalidade proposta, mas tão-somente pelo querer, isto é, em si mesma, ou seja, Kant purifica a atitude moral de que satisfação pessoal do agente, considerando o caráter mais alto daqueles que consistem em fazer o bem, não por inclinação, mas por dever (por isso, a ética kantiana é chamada deontológica). Assim, uma ação praticada por dever tem o seu valor moral não no propósito que por meio dela se quer alcançar, mas na máxima que a determina. A idéia de dever é atingida pela razão[2].

Precisamente neste ponto discordamos dele, pois, consideramos que a intenção (inclinação) é fator importante na consecução de qualquer ação, visto que é impossível o Estado através da lei, prescrever todas as ações necessárias para a sociedade. E não havendo este norteador do que se deve fazer (Estado), estaríamos numa encruzilhada: O indivíduo, ora, realiza apenas as ações prescritas como dever (o que inviabilizaria os comportamentos altruístas, visto que não há legislação que obrigue alguém a doar alimentos aos famintos, etc), ou os indivíduos sempre realizariam comportamentos amorais, ou sejam, não morais, mas não necessariamente imorais, visto que eles não fariam algo por dever (mas por que tem que ser feito).

Outra característica da teoria ética de Kant é que a lei moral, como lei da liberdade, obriga por meio de fundamentos de determinação, que devem ser inteiramente independentes da natureza e do acordo dela com a nossa faculdade de desejar (como motor). Porém, o ser agente racional que atua no mundo não é simultaneamente causa do mundo e da própria natureza. Assim, pois, na lei moral não há o menor fundamento para uma conexão necessária entre a moralidade e a felicidade. Não vendo, assim, a felicidade como atributo da razão, ao contrário de Aristóteles.

Kant diferencia ser o indivíduo verdadeiro por dever e por temor das circunstâncias adversas por não sê-lo, dizendo que “enquanto no primeiro caso, o conceito de ação em si mesmo já contém uma lei para mim; no segundo, tenho antes de olhar a minha volta para descobrir que efeitos poderão, para mim, derivar da ação”. Nesta assertiva, discordamos novamente de Kant, pois, pensamos que alguém só deve (tem obrigação de fazer algo) se isto for prescrito pelo Estado sob a forma de lei, e a lei só terá eficácia (em sentido jusfilosófico), ou seja, só produzirá efeitos, se houver a sanção jurídica (por parte do aparelho estatal); ou, então, se houver uma sanção moral externa (social)[3] (desaprovação no meio onde o indivíduo vive, pelo seu semelhante), quando o dever decorre de uma regra costumeira[4] (não prevista pelo Estado); já falamos da dificuldade de se considerar algo um dever somente pela razão[5]. Como aduz o filósofo do Direito, BOBBIO: “Podemos definir mais brevemente a sanção como a resposta à violação. Todo sistema normativo conhece a possibilidade da violação e um conjunto de expedientes para fazer frente a esta eventualidade”[6]. Assim, para nós, é simultâneo o indivíduo ser verdadeiro por dever (visto, como já dissemos, que só é dever universal de cada um se posto alguma forma de lei que valha para todos, e pensamos que quem deve pôr essa forma de lei deve ser o Estado) e por medo das conseqüências de não sê-lo (ou seja a sanção pela desobediência a uma lei, ou no mínimo, uma sanção moral externa perante a sociedade, ou o semelhante), desconsiderando ou, pelo menos, minorando, pois, qualquer tipo de sanção interna.

Não obstante o dito, Kant diz que “garantir cada qual a sua felicidade é um dever (pelo menos indireto), pois na ausência de contentamento com a sua própria situação, aquele que é molestado por muitos cuidados sem ter satisfeitas as suas necessidades poderia ser uma vítima da tentação de infringir os seus deveres.”[7] Para, o autor ora tratado, todos os homens tem inclinação para a felicidade, visto que é nela que se reúnem, em soma, todas as inclinações.

*Esta é minha primeira postagem sobre filosofia, eu retirei de um trabalho que apresentem na disciplina Ética I que cursei no IFCS, no primeiro semestre deste ano (2008).

Saudações



[1] KANT, Immanuel. Fundamentação da Metafísica dos Costumes. São Paulo. Martin Claret: 2007, pág 21.

[2] O que por si só já é algo nebuloso, visto que cada um concebe a sua razão (ou seja, a de forma particular), e não havendo, para nós, a possibilidade de haver uma razão erga omnes, pois todos os seres humanos são diferentes, e pensam de forma diferente.

[3] Esta sanção é, para nós, bastante mais fraca que a jurídica.

[4] Consideramos a consideração de algo como dever por causa de regras costumeiras, algo também nebuloso, visto ser o costume, por definição, a prática reiterada de determinada ação por determinada sociedade, sendo quase impossível se afirmar com certeza qual é o costume praticado por determinada sociedade. Por isto, colocamos a primazia do dever posto por lei pelo Estado.

[5] Ver nota nº5.

[6] BOBBIO, Norberto. Teoria da Norma Jurídica. Bauru. 3ªed. Edipro: 2005, pág. 154.

[7] KANT. Op cit. p. 26.



quinta-feira, 24 de julho de 2008

Momento Poético

Hoje escrevi um soneto, resolvi postá-lo.
Saudações.

Sorriso da Menina

São momentos de fulgurante alegria
Quando vejo o sorriso daquela menina
Cujos olhos tem um brilho que me inebria
E uma beleza que me fascina.

Penso com muita saudade naqueles momentos
Que Estive próximo àquele brilho
Daqueles olhos e daquele sorriso
Lembranças que me deixam ciumento.

Os olhos são como figos.
Oh, mas que nostalgia
Que a todo momento eu guardo comigo.

O sorriso é como o céu
A boca é como um doce
Que eu sonho em provar daquele mel.